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Calculadora CLT vs PJ 2026

Compare salário CLT com faturamento PJ e descubra qual regime compensa mais para você.

Dados CLT

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Beneficios CLT

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Dados PJ

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CLT Liquido Mensal

R$ 4.498,49

PJ Liquido Mensal

R$ 7.196,95

CLT Anualizado (eq. mensal)

R$ 5.054,05

PJ Anualizado (eq. mensal)

R$ 7.196,95

PJ e mais vantajoso

Diferenca mensal (anualizado): R$ 2.142,90

Multiplicador PJ/CLT: 1.60x

Detalhamento CLT

Salario BrutoR$ 5.000,00
INSS- R$ 501,51
IRRFIsento
LiquidoR$ 4.498,49
FGTS (empregador)R$ 400,00
13o Salario (eq. mensal)R$ 416,67
Ferias + 1/3 (eq. mensal)R$ 555,56

Detalhamento PJ

FaturamentoR$ 8.000,00
Imposto (DAS/Simples)- R$ 86,05
INSS- R$ 178,00
Contador- R$ 139,00
Plano de Saude- R$ 400,00
LiquidoR$ 7.196,95
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CLT vs PJ: Guia Completo para Tomar a Melhor Decisão em 2026

A escolha entre trabalhar como CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) ou PJ (Pessoa Jurídica) é uma das decisões financeiras mais importantes para profissionais brasileiros. Cada regime possui vantagens e desvantagens que impactam diretamente a remuneração líquida, a proteção trabalhista e o planejamento financeiro de longo prazo. Compreender as diferenças é fundamental para fazer uma escolha consciente e evitar surpresas.

No regime CLT, o trabalhador tem uma série de direitos garantidos por lei, como FGTS, 13º salário, férias remuneradas com adicional de 1/3, seguro-desemprego e estabilidade em determinadas situações. Em contrapartida, os descontos de INSS e IRRF reduzem significativamente o valor recebido. Já como PJ, o profissional geralmente recebe um valor bruto maior, mas precisa arcar com impostos empresariais, contador, plano de saúde e criar suas próprias reservas para férias e aposentadoria.

Custo Total do Empregado CLT para a Empresa

Para entender a comparação CLT vs PJ, é preciso conhecer o custo total que um empregado CLT representa para a empresa. Além do salário bruto, o empregador paga FGTS (8%), INSS patronal (20%), contribuição ao Sistema S e seguro acidente de trabalho (RAT), que somados podem representar de 70% a 100% a mais sobre o salário bruto. Quando uma empresa oferece uma vaga PJ, normalmente repassa parte dessa economia ao profissional na forma de um honorário maior.

Regimes Tributários para PJ

Ao abrir uma empresa como PJ, existem três regimes tributários principais. O MEI (Microempreendedor Individual) é o mais simples, com contribuição fixa mensal e limite de faturamento de R$ 81.000/ano, ideal para profissionais com rendimentos menores. O Simples Nacional atende empresas com faturamento de até R$ 4,8 milhões/ano e possui alíquotas que variam conforme o anexo e a receita bruta. O Lucro Presumido é indicado para faturamentos maiores e pode ser vantajoso dependendo da atividade exercida.

O Fator R no Simples Nacional

O Fator R é a razão entre a folha de pagamento dos últimos 12 meses e a receita bruta do mesmo período. Quando o Fator R é igual ou superior a 28%, empresas do Anexo V podem ser tributadas pelo Anexo III, que possui alíquotas significativamente menores. Na prática, se o PJ retirar um pró-labore adequado (geralmente acima de 28% do faturamento), pode reduzir sua carga tributária de forma legal e significativa. Esse planejamento tributário é essencial para maximizar a vantagem de ser PJ.

Provisões Obrigatórias para o PJ

Um erro comum ao migrar de CLT para PJ é não criar provisões para cobrir os benefícios perdidos. É recomendável separar mensalmente pelo menos 8,33% para férias, 8,33% para 13º salário equivalente, 8% para reserva de emergência (equivalente ao FGTS), além do custo do plano de saúde e da contribuição previdenciária complementar. Sem essas provisões, o profissional PJ pode ter a falsa impressão de estar ganhando mais quando na verdade está comprometendo sua segurança financeira futura.

Riscos da Pejotização Irregular

A pejotização irregular ocorre quando uma empresa contrata um profissional como PJ, mas mantém uma relação que na prática é de emprego CLT, com subordinação, habitualidade, pessoalidade e onerosidade. Essa prática é ilegal e pode resultar em ações trabalhistas com condenação ao pagamento de todos os direitos CLT retroativos. Para que a contratação PJ seja regular, é importante que o profissional tenha autonomia, possa prestar serviços a múltiplos clientes e não esteja sujeito a controle de jornada rígido.

Perguntas Frequentes

Em geral, vale a pena ser PJ quando o faturamento bruto como PJ é pelo menos 40% a 60% maior que o salário bruto CLT equivalente. Isso porque o CLT inclui benefícios como FGTS (8%), 13º salário, férias com 1/3 constitucional, multa rescisória de 40% e seguro-desemprego, que não existem no regime PJ. A decisão depende também do regime tributário (MEI, Simples Nacional ou Lucro Presumido) e dos custos operacionais como contador e plano de saúde particular.

O multiplicador comumente recomendado varia entre 1,4x e 1,8x do salário bruto CLT. Por exemplo, se você ganha R$ 10.000 como CLT, deveria cobrar entre R$ 14.000 e R$ 18.000 como PJ para manter o mesmo padrão. O multiplicador exato depende dos benefícios CLT que você precisa repor (plano de saúde, previdência privada, reserva para férias e 13º) e do regime tributário escolhido.

O FGTS representa 8% do salário bruto depositado mensalmente pelo empregador, além de uma multa de 40% sobre o saldo em caso de demissão sem justa causa. Apesar de não ser descontado do salário, é um custo real para a empresa e um benefício para o trabalhador CLT. Como PJ, esse valor não existe, então é importante incluir uma reserva equivalente (cerca de 8% a 12% do faturamento) para emergências e aposentadoria.

No Simples Nacional, a alíquota inicial para prestação de serviços (Anexo III) é de 6% sobre o faturamento bruto, podendo chegar a 33% conforme a receita aumenta. Para atividades no Anexo V (como consultorias), a alíquota inicial é 15,5%. O fator R (razão entre folha de pagamento e faturamento) pode permitir migração do Anexo V para o Anexo III, resultando em tributação menor. O limite do Simples Nacional é R$ 4,8 milhões de faturamento anual.

O MEI (Microempreendedor Individual) tem limite de faturamento de R$ 81.000 por ano (cerca de R$ 6.750/mês) e paga uma contribuição fixa mensal baixa. No entanto, utilizar o MEI para mascarar uma relação de emprego (pejotização) é ilegal e pode gerar multas e obrigação de registro CLT. O MEI é indicado para profissionais autônomos com múltiplos clientes e sem subordinação.

Ao comparar CLT vs PJ, considere todos os benefícios CLT: FGTS (8% + multa 40%), 13º salário (equivalente a 1 salário extra por ano), férias remuneradas com 1/3 constitucional, seguro-desemprego (3 a 5 parcelas em caso de demissão), vale-transporte, vale-refeição/alimentação, plano de saúde e estabilidade trabalhista. Como PJ, você precisa provisionar recursos para cobrir esses benefícios por conta própria.

Como PJ no Simples Nacional, a contribuição previdenciária do sócio é de 11% sobre o pró-labore (salário retirado da empresa), limitado ao teto do INSS. No MEI, a contribuição é de 5% sobre o salário mínimo, garantindo aposentadoria por idade no valor de um salário mínimo. Para quem deseja uma aposentadoria maior, é possível complementar com contribuição facultativa. No regime CLT, o empregador contribui com 20% patronal além do desconto do empregado.

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